Jornalismo On Line

Terça-feira, Maio 16, 2006



LANÇAMENTO DO FILME "O CÓDIGO DA VINCI" NESTA SEXTA

Estréia, nesta sexta – feira, 19 de maio, o filme mais esperado de 2006, a adaptação do best seller homônimo “O Código Da Vinci”. Estrelado por, Jean Remo, Audrey Tautou e Tom Hanks, que faz o papel do professor Robert Langdon.
Gerando expectativas na igreja, dos governos e principalmente na população, os produtores lançaram o site oficial do filme em fevereiro, 3 meses antes da estréia mundial que acontece na abertura do Festival de Cannes, na França, no dia 17 de maio. E para acessá-lo por completo, é necessário desvendar inúmeros códigos e ter um bons conhecimentos gerais.
As pistas que o curador do museu do Louvre, Jacques Saunière, deixa, pouco antes de morrer, nas pinturas das obras de Leonardo da Vinci ameaçam um segredo de um dogma, guardado pelo Opus Dei, aceito a 2000 mil anos.
As filmagens foram realizadas, quase em toda sua totalidade, no próprio museu do Louvre e na França. Uma grande curiosidade é que quadros como o famoso “Monalisa” não puderam ser gravados diretamente sob a luz artificial das câmeras, assim, utilizaram réplicas durante as filmagens.

assista o trailer aqui

Terça-feira, Abril 25, 2006

Caro Professor:

Segundo o cronograma da aula de hoje, preciso passar qual será o meu projeto editorial Digital.
Então, minha temática será sobre FOTOJORNALISMO e as relações com as novas mídias digitais. Mas creio que poderemos falar melhor na aula, porém como citas-te na aula passada, deveriámos inserir também aqui a nossa temática.

RESENHA GRAU A

Pierre Levy inicia seu livro, “O que é virtual?”, com um frase que pode resumir seu conteúdo: “ Estamos ao mesmo tempo aqui e lá graças às técnicas de comunicação e telepresença.” Durante sua narrativa, ele romanceia o fato de os meios de comunicação serem uma extensão do corpo, como já dizia MacLuhan. As reflexões apresentadas por Levy dão uma atenção especial aos aspectos filosóficos deste processo contemporâneo. Quando, por exemplo, no subtítulo “O hipercorpo” ele nos induz a teorizar sobre as relações do hipercorpo e do hipertexto. Levy enfatiza isso quando cita “Um sangue desterritorializado corre de corpo em corpo através de uma enorme rede internacional da qual não se pode distinguir os componentes econômicos, tecnológicos e médicos.”
O livro aborda diversos assuntos técnicos, mas também metodotiza sobre suas interposições em nosso cotidiano. O autor ainda atenta para a restrição que é feita quando o computador é visto apenas como instrumentos para realizar operações básicas, como produzir um texto. Levy também apresenta questionamentos sobre a relação entre as mudanças nos espaços de criação e produção (com as novas tecnologias) e como o continuar usando os mesmos critérios de avaliação utilizados em outros meios. Consideramos esse fato quando sabemos, com cita Levy, que o computador é, portanto, um operador de potencialização de informação.
Levy também destaca que o hipertexto permite novos tipos de produções coletivas, pois é uma continuação da navegação em redes digitais em que um bom número de pessoas utiliza as mesmas relações que utilizava com os textos impressos. Com a discussão de conceitos fundamentais, Lévy explica, que diferente do que normalmente é aceito, o confronto entre virtual e o real não ocorre e sim o confronto entre virtual e atual.
Creio que “O que é virtual?” é básico para os que, como Levy, não estão indiferentes com as modificações no mundo da comunicação. O livro contribui para que outras pessoas, comunicadores ou não, entendam que as relações das nossas vidas, as mudanças do nosso cotidiano estão diretamente ligadas as transformações do mundo digital.
Já a obra de Steve Jonhson, “Cultura da Interface: Como o Computador Transforma nossa Maneira de Criar e Comunicar", foi estruturada utilizando o conceito de que uma catedral, é parte construção e parte arte; uma mistura de função e metáfora. No entanto, a catedral não é somente um trabalho arquitetônico, é também uma base para outros tipos de arte. Para o autor a criação da metáfora do desktop gráfico como interface diferente de uma interface baseada em comandos é “simplesmente a decisão de design mais importante da metade do século passado” e é “tão significante quanto as catedrais foram na idade média”. Johnson resume a história de desenvolvimento da novidade e lembra como ela evoluiu desde o conceito de “janelas” até o desenvolvimento do Windows 95.
Johnson também responde questionamentos quando fala que “a fusão de arte e tecnologia que nós chamamos de projeto de interface”. Mas ele também crítica os maus usos dessa mídia. Por exemplo, quando critica os projetistas de interface pelo fato de levar a figura de desktop literalmente. Ele observa que "a magia real dos computadores gráficos deriva do fato que eles não são amarrados no velho mundo analógico dos objetos”. E mostra que até os espaços virtuais mais sofisticados não garantem uma conversação igualmente sofisticada.
Esta obra também é recomendável, pois introduz ao pensamento crítico sobre o impacto das tecnologias de comunicação nos formatos de comunicação, criando uma ligação entre tecnologia e arte.

Terça-feira, Março 28, 2006

Análise dos sites de notícia
A editoria por mim escolhida foi a de Ciência. Resolvi analisar uma notícia que atualmente está sendo muito comentada : sobre a viagem do astronauta brasileiro, Marcos Pontes, à Estação Espacial Internacional (ISS). Na página do portal Terra, a notícia é realçada com uma foto da nave, e o texto sob um fundo preto acaba ganhando um maior destaque. A Folha, por sua vez, colocou a notícia sem foto, mas um outro artifício faz as vezes de chamar a atenção: o nome do enviado especial. Já o IG, também sem foto, inova com um lead introduzindo o texto. E finalmente a Globo, que dá a notícia com um texto sem foto, porém bastante completo.Em relação aos títulos, Terra, Globo e Folha dão enfoque para a nave e somente o IG dá relevância ao piloto. No quesito texto, o mais completo é o da Folha, com bastante detalhes. Em segundo lugar vem o da Globo, descrevendo nave, lançamento e missão, seguido pelo IG, com um texto médio, onde há uma breve retrospectiva e particularidades da vida do piloto. O texto mais "enxugado" pertence a página do Terra, que utiliza a mesma fonte do Globo para compor a matéria: o porta-voz da Agência Espacial Russa. O IG utiliza O Estado de S. Paulo como fonte, e a Folha, como já foi dito, têm em seu enviado especial a base de todas as informações.A primeira notícia que pode ser lida foi a do site da Globo, publicada ás 5h08min. IG e Folha disponibilizaram as informações por volta das 9 horas e Terra foi o último a noticiar, as 10h03min. O que podemos observar, é que os quatro sites trataram do mesmo assunto, só que de formas diferentes, seja na parte visual, ou no conteúdo em si. Com textos longos ou curtos, todos conseguiram responder as seis perguntas do lead.

Eleições no Iraque, conflito de informações no Brasil.

Interessante a forma de divulgar a mesma notícia em diversos veículos. Pois bem, as eleições no Iraque foram analisadas. Sabemos que o partido Kadima foi o vencedor das eleições, que foi fundado por Ariel Sharon e que houve tumulto após a divulgação do resultado. Porém, ao analisar "seu site de informações favorito" você pode receber uma infomação tendenciosa, incompleta ou até desatualizada.
A onda da internet diz que o jornalismo neste veículo deve estar sempre atualizada e de preferência atualizada minuto a minuto, mas alguns veículos agem como jornais impresso, ou seja, é essa notícia ou nada.
A seção mundo do portal ig postou a última notícia sobre as eleições no Iraque às 19h13 (site analisado pelo úiltima vez às 20h49). Seus texto comporta-se como um texto de jornal, possui, inclusive, lead. No entanto, chegar até a reportagem analisada é fácil, na capa do site a seção mundo e nesta seção a principal informação é esta repostagem. O texto poderia ser completo, no entanto não sabemos qual a porcentagem de votos e como funcionam as eleições no Iraque. Será voto no papelzinho ainda? Não sei. Recorrerei a outra site. Ao menos há um link para seção de fotos.
A Folha on line foi atualizada às 17h11, talvez para dar o "furo" publicou que a boca de urna apontava para a vitória do Kadima. Boca de urna feita por quem? e depois, o Kadima ganhou ou não? recorra a outro site, pois a Folha se contentou apenas com essa. O editor foi embora às 18h e não conferiu o andamento das "coisas". O texto pode até não ser tão completo assim, há serviço, ou seja, explica até de que horas a que horas os 8.000 postos ficaram abertos. Te interessa isto? Eu, particularmente, preferia saber se o Kadima ganhou ou não!
A seção mundo do portal Terra foi atualizada às 17h14 (3 minutos após a Folha) e, vejam isso!, já sabe que o Kadima é o partidor vencedor das eleições. O texto está bem escrito, sabemos, através dele, quem era os outros concorrentes e seus formadores e até quantos eleitores votaram. 10 para agência EFE. Nem todo mundo é perfeito, certo?
Mas vejam só! Nossa grandiosa Globo, tem uma "graaande" reportagem de 3 linhas, postada às 19h21. Quem recebeu a matéria estava com muita pressa mesmo! Não há quem ganhou, apenas o indíce de comparecimento nas urnas. Complicado, não?
Fico com o meu jornal todos os dias pela manhã ou sigo procurando a notícia mais completa?
E eu que admiro tanto a internet e suas tecnologias, envergonhei-me da minha preferência, mas sigo defendendo o meu jornal do futuro.

Segunda-feira, Março 27, 2006

OS BLOGS E OS ANÔNIMOS

Antes de os blogs serem introduzidos como uma nova forma de mídia, eles surgiram como um diário virtual. Foi assim, que as pessoas, meros mortais, acharam um nova forma de dizer “Estou aqui”, digamos que essa forma é melhor do que se jogar do Viaduto da Borges e esperar (morto) que os jornais noticiassem. Pois bem, diante dessa nova, e menos dolorida, realidade que a internet nos trouxe, surgiram os blogs.
Um dos principais provedores do blogs é o internacional Blogger.com, criado em São Francisco/EUA, em 1999, hoje é o maior portal de blogs do mundo.
Essa forma de pessoas comuns estarem inseridas na internet, quase com um site pessoal, fez com que essa nova tecnologia se prolifera-se em muito pouco tempo.
E assim como há blogs dos comuns, há quem tenha ficado famoso com seus blogs pessoais. Um desses exemplos é a ex-garota de programa (ou da vida, como queiram chamá-la), Bruna Surfistinha. Com um blog na mão ela ganhou o mundo, e assim, até hoje, utiliza-o para contar sua vida. Depois do livro até no Programa do Jô ela participou. Com a quantidade de acessos, o Blog da Bruna, dá inveja até a famosos como Luana Piovani.
Já outros blogs tendem a ser intimistas e não muito divulgados, criados apenas para serem um forma de relatar fatos cotidianos sem ser com papel, caneta e diário do ursinho Pooh. Mas, além desses exemplos, há os blogs com serviços públicos. Um deles é o interessantíssimo estragafilmes.blogger.com.br que conta, literalmente e detalhadamente, o final dos filmes lançados recentemente no cinema.
Quer tentar também ser o mais novo anônimo famoso? Vá lá: http://www.blogger.com/ é de graça e super dinâmico. Só não vale encher o saco dos amigos chorando comentários.

BLOG NA GRANDES MÍDIAS

A internet “doméstica” completa 11 anos em 2006. E a proporção que essa mídia tomou em tão pouco tempo no cotidiano da população tem grandes dimensões. A internet já não é uma mídia, é um portal de mídias. E esse grande portal, possibilita que as mídias convencionais (leia-se televisão, jornal, revistas, rádio, cinema) possam interagir cada vez mais com seu cliente. Se nos últimos anos essas mídias convencionais perceberam que para garantir seu espaço diante da internet era preciso ser tão ou mais próximo que ela, nada melhor do que juntar-se a seu “inimigo”. Surgem então, os sites, os “fale conosco”, os chats, as comunidades nos orkut e, hoje, com proporções e interatividade maiores que o próprio portal de relacionamento, os blogs ganham vida e dão mais espaço para nossos jornalistas.
No RS, temos o exemplo do portal ClicRBS. Que como o próprio slogan diz “um clic no seu mundo”. Os espaços que a RBS não pode ceder na Zero Hora, cede no portal. Porém, essa facilidade é extremamente recente, mas tomou grandes proporções. Tanto que, em menos de Seis meses de existência, já foram Quatro blogs temáticos encerrados (São Paulo Fashion Week, Por dentro do Fórum, Maré Alta e Samblog), além de dos cinco blogs fixos (O mundo em um clic, Diários de Brasília, 90 minutos, Bloger Lerina e Patrola). Tamanha é a interatividade que há “post’s” com mais de 100 comentários. Para uma tecnologia recente isso é um grande avanço na comunicação popular. Tanto que já ajuda nas reportagens da suas “grandes mídias”. O jornal Zero Hora do dia 26 de março, traz um reportagem intitulada “Diários do Horror no Iraque”. O repórter Rodrigo Lopes, soube, com tamanha delicadeza e concisão jornalística, promover uma belíssima matéria baseada nos blogs pessoais de cidadãos iraquianos. E, assim, narra o sentimento daqueles que tem no seu cotidiano o desprazer de vivenciar os horrores da guerra.
Já um bom exemplo de interatividade a nível nacional, temos os blogs do site da MTV. São Quatro blogs fixos (Blog do Site, blog do Rafa, Blog da Drogaria MTV e Coluna do Arlindo), porém cada um possue diversas editorias. Não há post sem comentários. Se bem que, se tratando de um site jovem, as tecnologias se agregam mais rápido e com mais facilidade. A “coisa” já está tão moderna e deu tão certo, que na programação 2006 foi criado o programa Vidalog que “mistura reality show, música e internet”, com a própria MTV define.
Também temos exemplos dentro do Estadão, que possue o Blog do Noblat, editado pelo jornalista Ricardo Noblat e atualizado quase que minuto a minuto, ou seja, já há interinos em blogs de notícias. E o melhor, o Blog do noblat, possue, além dos artigos, entrevistas com personalidades políticas. O jornal do Brasil também se rendeu a notícia direto do Blog, e fez mais, há blogs para cada editoria do jornal.
O leitor/ouvinte/telespectador já não precisa mais enviar cartinhas para a seção Opinião, basta dar um clic que a discussão já está aberta. É o mais novo meio que a internet proporciona para o jornalista satisfazer-se na profissão e a menor distância entre o comunicador e o receptor.

Terça-feira, Março 07, 2006

Segredo de Brokeback Mountain resolve uma das mais antigas e duradouras dúvidas cinematográficas de todos os tempos. Agora finalmente todo mundo sabe por que os caubóis andam de perna aberta nos westerns. O pessoal do velho oeste adora montar e não necessariamente em cavalos. Tudo começa no ano de 1963. No Wyoming, dois vaqueiros, Ennis Del Mar (Heath Ledger) e Jack Twist (Jake Gyllenhaal) trabalham no pastoreio de ovelhas, isolados na montanha Brokeback. No meio da idílica paisagem surge um romance inesperado. Enquanto Ennis passa o dia no acampamento preparando feijões e lavando a roupa, Jack aproveita para sair pelo campo para cuidar das saltitantes ovelhas. Ou seja, uma verdadeira relação de marido e mulher. Só que depois de algum tempo, Jack resolve sair do armário, apesar de não haver nenhum móvel por perto. Então os caubóis começam a viver um clima de romance com direito a beijo na boca e carícias íntimas. Com tanta animação, os vaqueiros fazem de tudo menos cuidar das ovelhas. Isto, claro, acaba por irritar seu empregador Joe Aguirre (Randy Quaid). Sem maiores delongas ele mete um pé na bunda de ambos (talvez eles estivessem interessados em outra coisa no local) e os demite. Como resultado, Ennis decide voltar para sua noiva Alma (Michelle Williams) e se casar. Jack, porém, deseja ser cowboy já que tem uma habilidade inata para sair montando em vários tipos de animais. Enquanto participa de um rodeio conhece a herdeira texana Lureen (Anne Hathaway). Ambos se casam e têm um filho. Os caubóis seguem suas vidas em separado por quatro anos. Contudo, Jack resolve enviar um cartão-postal para Ennis. Ele diz que vai fazer uma visita ao amigo. Bastam poucos segundos para que a velha paixão entre ambos floresça de novo. O problema é que uma estupefata Alma descobre que seu marido gosta de dar ré no quibe e jogar barro para cima da capota. Jack e Ennis vão continuar a se relacionar através dos anos (sem trocadilho). De tempos em tempos, ambos dizem para suas esposas que vão sair para pescar, para ficarem sozinhos e aproveitarem um pouco. Ou seja, a idéia dos caubóis é dar uma utilidade para suas minhocas. No fim das contas, O Segredo de Brokeback Mountain é tudo menos um grande filme. A história só provoca polêmica pelo inusitado, mas o roteiro é fraco e piegas. Apesar da coragem inicial, a trama vai afundando lentamente. Para piorar, o final é mais conservador do que rótulo de maizena. O filme, curiosamente, tem seus melhores momentos nas interpretações femininas com destaque para a atuação de Michelle Williams. Sempre quando foge do clichê e mostra o outro lado (epa! epa!) dos caubóis como responsáveis pais de família, O Segredo de Brokeback Mountain torna-se um pouco mais suportável. Verdade seja dita, o diretor Ang Lee não consegue extrair atuações marcantes do par central. Jake Gyllenhaal e Heath Ledger são apenas esforçados. Aliás, também é verdade que o roteiro também não ajuda muito. Apesar da proposta inovadora, o desenvolvimento da história é conservador demais. No fim das contas, se houvesse um Oscar para melhores filmagens de paisagens bucólicass talvez merecesse Ang Lee algum prêmio. O Segredo de Brokeback Mountain é um daqueles filmes superestimados que calvagam (epa!) para o esquecimento.